PIB Verde: excelente iniciativa perto da Rio + 20





PIB Verde: excelente iniciativa perto da Rio + 20

Na semana em que acontecem os primeiros eventos da Rio + 20 – a
Conferência Mundial do Meio Ambiente, promovida pela ONU –,
programados para esta quarta (13), o governo da presidenta Dilma
Rousseff divulga a excelente notícia de que está trabalhando na
criação de indicadores de sustentabilidade, inéditos no Brasil.

Um desses indicadores será algo similar ao Produto Interno Bruto
(PIB), que mede tudo o que foi produzido em termos de bens e serviços
em determinado país. Só que no caso do PIB Verde, a ideia é contemplar
a questão ambiental. Com este novo indicador será possível saber, no
futuro, quanto do capital ambiental do país foi usado para produzir
riquezas.

Durante a Conferência Rio+20, o governo vai publicar portaria
interministerial do Planejamento e Meio Ambiente criando um grupo para
calcular a chamada conta da água. Para a montagem desse primeiro
indicador haverá um grupo técnico com a participação do IBGE e da
Agência Nacional de Águas (ANA). Em seguida, o governo criará as
contas para florestas e energia.

O novo sistema já existe internacionalmente: chama-se SEEA (sigla em
inglês para Sistema de Contas Econômicas e Ambientais), foi criado a
partir de um trabalho conjunto do Banco Mundial (BIRD) e do
departamento de estatísticas da ONU e tornou-se norma internacional em
fevereiro. Há outros países que já estão aderindo à metodologia
voluntariamente, sem esperar o longo processo de negociação coletiva
dos 193 países-membros da ONU.

Ao adotar esses novos parâmetros, o Brasil cria um instrumento de
medição voltado para aferir a eficácia das políticas públicas
favoráveis ao meio ambiente. A chamada ‘métrica da sustentabilidade’
já é utilizada em cinco países: Costa Rica, Colômbia, Filipinas,
Botswana e Madagascar. Para isso, eles contam com a ajuda de países
desenvolvidos como Reino Unido, França, Dinamarca e Austrália.
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