União age para resolver desastre tucano na cracolândia
- From: Dilmar <marola@xxxxxxxxxxxxxx>
- Date: Thu, 19 Jan 2012 12:11:57 -0800 (PST)
União age para resolver desastre tucano na cracolândia
Anteciparam-se por temor de que ação federal beneficiasse o PT...
A visita a cracolândia paulistana de uma delegação de autoridades do
governo, à frente o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o seu
anúncio de que a União liberou R$ 6,4 milhões para investimentos na
área junto com o lançamento do programa "consultórios de rua" provam
que a administração federal mantém seus planos de ajudar na superação
dos problemas na região.
Mostram, principalmente, que o governo Dilma Rousseff preferiu deixar
de lado os erros e a direção equivocada da intervenção dos governos
tucanos do Estado e da Capital e procura corrigir com medidas sociais
e ambulatoriais a desastrada intervenção repressiva e policial da
dupla governador Geraldo Alckmin (PSDB) - prefeito Gilberto Kassab (ex-
DEM-PSDB, agora PSD).
O ministro anunciou o investimento de R$ 6,4 milhões em programas de
tratamento de dependentes químicos na capital paulista durante a
visita, quando esteve na unidade para acolhimento e tratamento de
usuários de droga em construção na rua Prates (bairro do Bom Retiro) -
com capacidade para atendimento de 1.200 pacientes - e em um Centro de
Atenção Psicossocial (CAPs).
Anteciparam-se por temor de que ação federal beneficiasse o PT
Padilha informou que metade da verba de R$ 6,4 do governo federal será
repassada ainda neste 1º semestre. E que 16 equipes de saúde que atuam
em São Paulo serão treinadas para se tornar "consultórios de rua", num
programa que vai atender o dependente na própria rua.
Passados 16 dias da desastrada operação repressivo-policial (começou
dia 3 de janeiro) há consenso de que o início da operação teve
motivação política. A Folha de S.Paulo descobriu e publicou,
inclusive, que ela foi decidida numa reunião em dezembro, do
governador Alckmin com o prefeito Kassab, no Palácio dos Bandeirantes.
No dia 23 de dezembro, a presidenta Dilma e o ministro da Saúde haviam
anunciado a integração e participação dos movimentos sociais no plano
"Crack, é possível vencer". Pelo cronograma do programa o governo
federal entraria em ação na área na cracolândia paulistana a partir de
abril.
Mas, Alckmin e Kassab, segundo o Folhão, decidiram antecipar a entrada
de sua polícia por temor de que os louros da intervenção e a bandeira
do combate ao crack beneficiassem eleitoralmente o PT na pleito
municipal de outubro próximo.
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