O que está em jogo no segundo turno não é apenas a continuidade das mudanças indiciadas por Lula, uma vez que Serra não tem compromissos com elas



O que está em jogo no segundo turno


O que está em jogo no segundo turno não é apenas a continuidade das
mudanças indiciadas por Lula, uma vez que Serra não tem compromissos
com elas. Pelo contrário: faz oposição e se diz contrário ao Governo
Lula, ainda que no início de sua campanha tenha flertado com Lula e
seu Governo. Fora as propostas demagógicas e populistas de aumento do
Bolsa Família, que sempre foi contra, do salário mínimo e dos
benefícios da aposentadoria, que seu partido sempre foi contra, já que
defende corte nos gastos públicos e da previdência, o candidato não
apresentou um projeto para o país e uma política de desenvolvimento, e
muito menos econômica, que se contraponha a de Lula e seus dois
governos. Mas a campanha apoiada na popularidade de Lula, maior que os
47 milhões de votos da Dilma e na aliança que a apoiou no primeiro
turno, tudo indica que o segundo turno transcenderá a essas
questões ... O que está em jogo no segundo turno não é apenas a
continuidade das mudanças indiciadas por Lula, uma vez que Serra não
tem compromissos com elas. Pelo contrário: faz oposição e se diz
contrário ao Governo Lula, ainda que no início de sua campanha tenha
flertado com Lula e seu Governo. Fora as propostas demagógicas e
populistas de aumento do Bolsa Família, que sempre foi contra, do
salário mínimo e dos benefícios da aposentadoria, que seu partido
sempre foi contra, já que defende corte nos gastos públicos e da
previdência, o candidato não apresentou um projeto para o país e uma
política de desenvolvimento, e muito menos econômica, que se
contraponha a de Lula e seus dois governos.

Mas a campanha apoiada na popularidade de Lula, maior que os 47
milhões de votos da Dilma e na aliança que a apoiou no primeiro turno,
tudo indica que o segundo turno transcenderá a essas questões.
Dependerá dos votos nulos e brancos, da abstenção, já que os 20
milhões de votos da Marina, divididos de certa forma em votos
progressistas e conservadores, podem se dividir de forma igual entre
Dilma e Serra, com uma parcela optando pela abstenção, que foi 27,72%
no primeiro turno, voto nulo ou branco.

A direção do PV fortemente ligada aos tucanos, particularmente em São
Paulo e no Rio de Janeiro, já optou por Serra, embora Marina e o
conjunto de forças políticas e sociais que dirigiram sua campanha
tenham um projeto que vai além dessa eleição e se recusam a apoiar
Serra. Tendem a neutralidade, deixando ao eleitor a decisão com base
no programa que Marina defendeu na eleição e agora reapresenta aos
candidatos e aos eleitores.

Haverá daqui até dia 31 uma disputa do voto conservador, que Serra
tenta capturar via a exploração perigosa e intolerante da questão
religiosa, com graves conseqüências para nossa vida democrática e
nossa convivência ecumênica e pacífica que devemos disputar com base
nos avanços do governo Lula, todos sob risco no caso de uma vitória de
Serra, sem deixar de responder a questão religiosa, seja da liberdade
de culto, seja do abordo.

Mas o que decidirá a eleição é a manutenção dos 47 milhões de votos em
Dilma e a disputa dos votos progressistas de Marina, com base em
nossos compromissos democráticos, progressistas, ambientais,
políticos, econômicos e sociais. E, para além da disputa do voto dado
a Marina, a eleição no segundo turno, sem as eleições para governador,
senador e deputados, em 19 estados que concentram 86% do eleitorado,
será decidida pela força do apoio de Lula, do PT e dos aliados, dos
governadores, senadores e deputados eleitos, dos prefeitos e
vereadores que apoiaram Dilma no primeiro turno. A eleição não será
decidida apenas na TV e nos debates, mas nas ruas, casas, bairros,
entidades, igrejas, empresas, sindicatos e movimentos. Temos que nos
mobilizar para esse corpo a corpo e esse debate democrático que
transcende, aliás como no primeiro turno, os meios de comunicação.
Mais uma vez nossa militância é chamada a luta e ao debate e nossos
movimentos sociais, intelectuais, artistas e profissionais, formadores
de opinião, devem se fazer presentes, já que uma derrota significa um
retrocesso histórico nas mudanças que iniciamos no Brasil.

O Brasil não quer voltar ao passado, apóia e confia no presidente Lula
e em seu governo, sua continuidade é a garantia de vitória no dia 31.
Cabe a nós convencer o Brasil que nossa candidata representa essa
continuidade e está a altura de garantir as mudanças que Lula iniciou
no Brasil.
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