Se Bancoop é tudo q/ PSDB e PiG tem contra PT, Dilma é mesmo favoritíssima para a sucessão de Lula...




BANCOOP: Justiça nega pedido de Blat

Por enquanto não adiantou um dos factóides criados pela oposição e
pela mídia - o caso BANCOOP - que teve no promotor José Carlos Blat,
do Ministério Público de São Paulo, um prestativo agente para acusar o
ex-presidente da Cooperativa dos Bancários de São Paulo (BANCOOP) João
Vaccari Neto, de desvio de dinheiro da entidade.

O juiz Carlos Eduardo Lora Franco não só negou atendimento ao pedido
de Blat (de bloqueio das contas da BANCOOP e de quebra dos sigilos de
Vaccari) como determinou ao Ministério Público que "apresente as
razões, as justificativas para tal medida no inquérito".

Em sua sentença o juiz adverte, também, que o contexto eleitoral
“reforça ainda mais a necessidade de cautela e rigor no exame dos
requerimentos formulados, justamente para que tal atmosfera política
não venha a contaminar a presente investigação ou, noutro sentido, que
esta não venha a ser utilizada por terceiros para manipulação da
opinião pública por propósitos políticos”.

O magistrado questiona, ainda, os procedimentos de Blat, que faz uma
série de afirmações sem demonstrar em quais provas estas se sustentam..


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Bancoop, tucanos e o eterno retorno

A denúncia envolvendo João Vaccari Neto em um suposto desvio de
recursos do Bancoop foi comemorada com grande entusiasmo no PSDB.
Neste momento em que o DEM chafurda na lama, um caso de corrupção no
time petista, envolvendo um alto quadro do partido, era tudo que os
tucanos queriam.

A festa no QG de José Serra, porém, deve ser analisada com cuidado. Se
tudo que o PSDB tem, mais uma vez, contra o PT é o discurso da
corrupção, podem escrever, o partido vai se lascar na eleição deste
ano. Repetir a estratégia de Geraldo Alckmin de 2006 será um
verdadeiro tiro no pé, não apenas porque já não deu certo no passado,
mas porque a candidata do presidente Lula foi escolhida a dedo
justamente por não ter nenhum envolvimento em qualquer tipo de
escândalo que envolveu o PT no passado recente. Ninguém vai achar as
digitais de Dilma no caso do mensalão, do dossiê dos aloprados, casos
Valdomiro Diniz ou caseiro Francenildo...

A questão da corrupção só faz diferença mesmo quando o povão acha que
a situação econômica está muito ruim e os políticos estão desviando
recursos que fazem falta na hora da feira, do supermercado. Foi assim
com Collor de Mello, por exemplo. Se não houvesse a brutal recessão
de 1991/92, é provável que o ex-presidente não tivesse sido impedido.
Em 1982, quando o país passou por outra recessão brava, a questão da
corrupção apareceu com força, tanto que a oposição ao regime militar,
então no seu ocaso, fez barba, cabelo e bigode na eleição para
governo de Estados e Senado. Foi nesta época que o ex-governador Paulo
Maluf ganhou a fama de “ladrão” e o ódio de toda uma geração. O que
Maluf
fez ou deixou de fazer é o de menos, a verdade é que a população
estava irritada com a falta de dinheiro no bolso.

Agora, porém, a situação é bem outra. A economia está crescendo,
emprego e renda estão em alta e o povão vai consumindo cada vez mais.
Um caso como o do Bancoop, de suposto desvio de recursos para a
campanha de 2002 soa como algo distante, velho, superado. Se isto é
tudo que o PSDB tem para o momento, Dilma é mesmo favoritíssima para a
sucessão de Lula




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