O PT é sócio de putaria até mesmo com tucanos
- From: Gafa <enervaldoC@xxxxxxxxxxx>
- Date: Sat, 26 Jan 2008 03:59:36 -0800 (PST)
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008 | Versão Impressa
Lula tem aliados divididos na luta por 14 das 16 principais capitais
Não bastasse isso, nas outras duas o PT está unido ao PSDB, partido
que é maior adversário do presidente
Carlos Marchi
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprir sua intenção de
visitar 20 Estados nos próximos meses para mostrar serviço e ajudar os
candidatos a prefeito da base aliada, cedo descobrirá que essas
visitas não serão muito pacíficas. Levantamento feito pelo Estado
mostra que das 16 principais capitais do País a base aliada está
rachada em 14. Nas outras 2, o PT está unido a seu maior adversário, o
PSDB. Apenas em São Paulo a disputa pela prefeitura será de governo
(PT) contra oposição (PSDB e DEM).
Uma das situações mais complexas para o governo federal é o Rio de
Janeiro, onde se antecipa uma disputa com cinco candidatos de partidos
integrantes da base aliada. O senador Marcelo Crivella - do PRB,
partido do vice José Alencar - tem sido o mais promovido por Lula em
suas visitas ao Rio, mas o que desponta na preferências das pesquisas
é o radialista Wagner Montes, do PDT do ministro do Trabalho, Carlos
Lupi. O PC do B lançará a ex-deputada Jandira Feghali, que perdeu a
eleição para o Senado em 2006. E o PT fará uma prévia em março para
escolher seu candidato entre a ex-ministra Benedita da Silva, o
deputado Edson Santos, o estadual Alessandro Molon e Vladimir
Palmeira.
Mas a complicação maior está no PMDB, partido do governador Sérgio
Cabral, aliado incondicional de Lula, que tirou o ex-deputado Eduardo
Paes (atual secretário de Esportes) do PSDB para ser o candidato do
seu partido a prefeito. O problema é que o presidente da Assembléia
Legislativa, Jorge Picciani, e o ex-governador Anthony Garotinho, que
comandam uma facção majoritária do PMDB, acertaram com o prefeito
Cesar Maia que o partido apoiará a candidata do DEM, a deputada
Solange Amaral. Essa algaravia, provavelmente, vai inviabilizar
viagens de Lula ao Rio durante a campanha.
OPÇÕES RADICAIS
Em Porto Alegre, a discórdia está semeada. O PMDB está engajado na
reeleição do atual prefeito, José Fogaça, um militante histórico do
partido. Mas o PT está pintado para a guerra e vai fazer prévias em 16
de março para escolher entre dois candidatos radicais - a deputada
Maria do Rosário, que tem boa posição nas pesquisas, e o ex-ministro
do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto. Além dos dois, o PC do B
vai lançar a deputada Manuela d?Ávila.
Não é só. O PSB, que em 2004 concorreu com o deputado Beto
Albuquerque, ainda não decidiu o que fazer agora. E o PDT, que no Sul
não é aliado de Lula, pode lançar candidato.
Em Belém, o desconforto de Lula não promete ser menor. O atual
prefeito, Duciomar Costa (PTB), vai enfrentar, na luta pela reeleição,
o deputado José Priante (PMDB), do grupo do deputado Jader Barbalho. O
que pode azedar mais ainda o clima da disputa é que o PT está
ameaçando lançar o ex-secretário estadual de Educação Mário Cardoso,
embora tivesse recebido o apoio de Jader em 2006 para eleger a
governadora Ana Júlia Carepa com o compromisso de apoiar Priante este
ano.
Em Manaus, o prefeito Serafim Corrêa (PSB) vai enfrentar Omar Aziz,
candidato do governador Eduardo Braga (PMDB), do PT e do PC do B, numa
disputa que fragmenta a base aliada.
ENFRENTAMENTO
Em Florianópolis, o racha na base não terá culpa do PT, que é
minúsculo em Santa Catarina. Lá, o enfrentamento será entre o prefeito
Dário Berger (que trocou o PSDB pelo PMDB e é alvo de denúncias de
corrupção) e o PR do ex-governador Esperidião Amin e de sua mulher,
deputada Ângela Amin. Um dos dois será candidato.
Em Maceió, o atual prefeito, o radialista Cícero Almeida (PR), ligado
ao usineiro João Lyra, vai enfrentar Judson Cabral, do PT, com apoio
do PC do B, o ex-governador Ronaldo Lessa, do PDT, que tem apoio do
PSB, e um candidato da aliança entre o governador Teotônio Villela
Filho (PSDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB).
Em Salvador, na luta pela reeleição, o prefeito João Henrique (que
trocou o PDT pelo PMDB) pode ter adversário da base aliada. É que o
deputado Nelson Pellegrino (PT) e a deputada estadual Olívia Santana
(PC do B) estão dispostos a concorrer.
Em Campo Grande, o PT vem pressionando o ex-governador Zeca do PT a se
candidatar contra o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). O deputado
Dagoberto Nogueira Filho (PDT) está anunciando que concorrerá também.
Em Cuiabá, o PT decidiu que concorrerá com o deputado Carlos Abicalil.
O PMDB já definiu que terá candidato próprio, que será o deputado
estadual e apresentador de TV Walter Rabelo. O governador Blairo
Maggi, aliado firme de Lula, no entanto, não apoiará nem um nem outro.
O candidato dele é o presidente da Federação das Indústrias de Mato
Grosso, Mauro Mendes, que nunca concorreu a cargos eletivos.
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