Para Mercosul, Brasil agiu certo



Para Mercosul, Brasil agiu certo

Os países membros do Mercosul apoiaram a decisão do governo brasileiro
e da Índia de se retirar das negociações da Rodada de Doha. Em nota
oficial, o governo da Argentina destacou seu "reconhecimento" e
expressou "solidariedade" à firmeza do chanceler Celso Amorim e do
ministro indiano de Comércio, Kamal Nath, por defenderem os interesses
dos países em desenvolvimento.

O secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina,
Alfredo Chiaradía, rechaçou as declarações de que Brasil e Índia foram
responsáveis pela interrupção das negociações. "Foram injustas as
acusações dos Estados Unidos e da União Européia de que Brasil e Índia
não contribuíram para as discussões. Na verdade, os dois países
defenderam o interesse dos países em desenvolvimento", disse
Chiaradía.

"Estados Unidos e União Européia são responsáveis pelo fracasso da
reunião de Potsdam", declarou o ministro argentino de Relações
Exteriores, Jorge Taiana, responsabilizando-os por "intransigência"
nas negociações.

Para o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramirez
Lezcano, "o Brasil agiu muito bem. Essa discussão estava
desequilibrada, com desvantagem para os países em desenvolvimento".

O presidente Tabaré Vázquez, do Uruguai, também respaldou a decisão do
Brasil e da Índia: "Foi melhor assim".

.