Re: Resistência natalina



O denario mostrado ao personagem Jesus era a moeda corrente para o
pagamento de impostos... Roma dominava outros povos, fazia sua moeda ser o
meio das trocas entre eles e depois as coletava de volta em forma de
impostos... ouvindo assim parece estranho, mais ainda curioso saber que
davam retorno desses impostos com a construção de estradas, segurança,
etc... e ainda inspiravam administração comercial, especialização
artezanal...

"Tirar dinheirinha da borsa para pagar imperio romano??? Non, non, non...
prefira me juntar com esses vagabundas pescadores que não fazem nada a non
ser rezar o dia toda para qualquer um desses tantos candidatas a messias
que perambulam pela nossas praças fazendo milagres em qualquer dia da
semana ao invéz de somente aos sábados, como todos os sacerdotes judeus de
nossa época... vivem da pesca e não sobra nada para pagar romano... Aliás
estan fundanda nova religion, roubaram nosso deus único - que os romanos
ainda non percebeu que é muito mais econômica do aquela quantidade enorme
de deuses bobos que eles tem - parte de nossos textos e tradison e estan
falando que nós preferir salvar un ladron em lugar do messias que tanto
esperamas... coisa essa que passou mais de trinta anos atrás, quem se
lembra disso e ainda tá vivo nessa epoca que a expectativa é de quarenta
anos??? Estan inventando coisa contra eles mesmo, são eles também tudo
judeu... Estan inventando mentira para povo ignorante, com tantos
santarrões por aí quem é que vai se lembrar... Son como eu, non querem
pagar impostos para romano filho da puta... Eu prefira falsificar moeda de
romano, muito mais lucrativo...nós fariseus samos mais espertos..."

E Gandhi fez o mesmo de forma muito mais rápida... Também pudera, pode
contar com a midia para divulgação de sua desobediência civil organizada.
Querem saber? Se surgisse um indiano esperto fazia uma biografia para
Gandhi onde relatasse uma meia duzia de milagres cometidos, uma boa teoria
de pós morte, tipo passagem em paraiso spa enquanto espera nova
reencarnação, a qual supostamente Gandhi acreditasse ser uma espécie de
gerente geral e pronto... Teriamos as festas Gandalinas, com a vaquinha do
presépio sendo promovida a entidade de primeiro time já que indiano adora
uma vaca. ;-)





On Tue, 27 Dec 2005 14:41:29 -0200, Max Dias wrote:

> É verdade. Daí o trecho de sua história em que, desafiado pelos senhores,
> mostra uma moeda com a efigie de Cesar e diz "a Deus o que é de Deus, a
> César o que é de César". Grande saída para um confronto, sem produzir
> confronto. E muito de acordo com a base budista de suas idéias, de onde
> trouxe sua revolução ao ideário judaico. Essa foi sua revolução. Quem foi
> atrás, virou cristão (todos os convertidos no primeiro século do
> cristianismo eram judeus). Quem ficou nas sete tribos, continua guerreiro,
> retina por retina, lá mesmo em Israel.
>
> Mas a transferencia dos headquarters cristãos de
> Bizâncio/Constantinopla/Istambul para Roma mudou muita coisa. O fato é que
> o cristianismo se adaptou mais do que produziu adaptações. O próprio 25 de
> dezembro foi o aproveitamento da festa do "Sol Invicto" celebrada pelos
> cidadãos romanos em homenagem às luzes do sol. Também nessa data havia o
> culto à divindade persa Mitra, muito popular entre os soldados romanos. Os
> judeus também tem o Hanukah deste dia, para a celebração de luzes (e a
> vitória dos macabeus sobre os romanos). Ah, já havia e continuou havendo
> uma tremenda promiscuidade de datas, bastante oportunista, da parte de
> Dionisius Exiguus, o abade que decretou lá pelo ano 500 que Cristo havia
> sido "concebido" em 25 de março e nascido em 25 de dezembro. Kepler
> mostrou, mil anos depois, que isso tudo estava errado, que Cristo tinha
> nascido 4 anos antes do inicio da era cristã, noutra data, mas isso não
> adiantou nada porque a verdade, nesses casos, só atrapalha (usou para isso
> cálculos astronomicos da órbita de Venus, Jupiter e Mercurio, cuja
> conjunção produziu a famosa Estrela Guia seguida pelos tres patetas). Mas
> a data foi mais ou menos esta, sim. Até a presença da vaca e do jumento no
> recinto mostra que precisavam de calor no inverno galileu, que não é fraco
> não.
>
> E quanto ao espirito guerreiro, esse retornou com tudo, começando com os
> poderosos templários, passando pelas sete cruzadas, pela Inquisição, as
> guerras da época da Renascença, a terrível Contra Reforma (que matou
> milhões) e chegando até a Pastoral da Terra...
>
>
>
> "Roger Wilcox" <wilcox.roger no gmail.com> escreveu na mensagem
> news:1v93xdd787vpd$.dlg@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
>> Mas era exatamente disso que se falava, amigo Ri. No dia que se comemora
>> o
>> nascimento de um dos homens - ou um semideus - que pregou o amor e a
>> compreensão, as pessoas que celebram esse nascimento não aceitam quem
>> deles
>> pensa diferente e segregam quem não participa dos seus rituais.
>>
>> Curioso é que não consigo ver Jesus como um não conformista. Pelo
>> contrário, sempre me pareceu que ele foi morto por se conformar, por não
>> se
>> rebelar contra o jugo romano, frustrando os judeus que esperavam um
>> Cristo,
>> um rei guerreiro que os lideraria na revolta pela liberdade.
>> R.
>>
>>
>> Em Tue, 27 Dec 2005 05:59:42 +1000, Meu grande amigo henri escreveu:
>>
>>> Irmaos, Natal nao e a comemoracao do catolicismo. Natal e um dia que
>>> consacramos a memoria de um homem que MORREU dizendo exatamente o que
>>> voces
>>> dois estao dizendo.
>>>
>>> Um conselho de irmao mais velho (yeah, velho mesmo):
>>> Quando os filhos sao meninos, facam uso de Natal para passar tempo com
>>> eles,
>>> brincando infeitando uma arvore. Este e um tempo que eles nunca vao
>>> esquecer, garantido. Quando ficam adultos, facam uso de Natal para
>>> falar de
>>> Jesus, o homem que morreu dizendo "nao me conformo". Tambem, aquele
>>> que,
>>> lendo a Biblia entre as linhas como fiz eu, mandou todos os que nao o
>>> seguiram para a casa do caralho, incluindo a mae dele. Natal, qual
>>> melhor
>>> dia para ensinar estas coisas aos que amamos?
>>>
>>> Passaram um bon Natal? :-)
>>> Henri
>>>
>>> "Max Dias" <maxxdias@xxxxxxxxx> wrote in message
>>> news:41amhgF1ducjjU1@xxxxxxxxxxxxxxxxx
>>>> Já cheguei a pensar em fundar uma Associação de Defesa da Paz de
>>>> Espírito
>>>> do Ateu Agnóstico Descrente, com o lema "Descrente também é Gente!".
>>>>
>>>> É muito constrangimento. Em minha cidade somos relacionados
>>>> socialmente
>>>> com gente de pelo menos cinco religiões. Quando ocorrem os dias de
>>>> festa
>>>> de cada uma delas, às vezes nos convidam e se comparecemos, lá somos
>>>> olhados com um misto de comiseração e nojo. Os adultos disfarçam, mas
>>>> a
>>>> sinceridade das crianças acaba sempre pondo o aparente beneplácito a
>>>> perder. Agnósticos, pagãos e bárbaros são considerados uma mesma
>>>> aberração.
>>>>
>>>> Quando surgem as rezas, eu e minha mulher ficamos em uma posição
>>>> "inerte",
>>>> sem executar gestos ou genuflexões. Francamente, isso não funciona, e
>>>> assim decidimos não aparecer mais nesses atos. Mas, volta e meia ,
>>>> aparece
>>>> no meio de qualquer cerimonia civil um tribaca que inventa de
>>>> constranger
>>>> todo mundo com sua reza, dar as mãos, repetir expressões em latim,
>>>> árabe
>>>> ou hebraico, achando que está fazendo alguma diferença no passar das
>>>> horas
>>>> e no canto dos passarinhos.
>>>>
>>>> O fato é que apesar de normalmente os padres, pastores e similares
>>>> falarem
>>>> muito contra a bajulação, a reza nada mais é do que isso: uma
>>>> bajulação
>>>> interesseira. Veja os textos, cheios de elogios e pedidos, um verme
>>>> prostrado diante do bico de uma galinha. Supondo existir um ultra
>>>> super
>>>> poderoso proprietário de tudo, a "adoração" do mesmo não passa de um
>>>> simples ato de fraqueza e puxação de saco, se é que tal entidade tem
>>>> um.
>>>>
>>>> Os rezadores profissionais, procuradores da tal entidade, seja lá de
>>>> religião fôr, são propensos a arroubos emocionados, gritos, lamúrias e
>>>> interpretações dramáticas do texto, mas a reza não deixa de ser um
>>>> simplório "me adiscurpe, mas não dá pro dotô quebrá meu galho?".
>>>>
>>>> Quando isso é feito num templo com a luz, o cenário e a acústica
>>>> meticulosamente estudados para impressionar os amedrontados, a vítima
>>>> sai
>>>> da cerimonia se sentindo forte e capaz de tudo. Uma droga poderosa, já
>>>> se
>>>> viu, embora tenha prazo de validade, obrigando-a a voltar semana
>>>> seguinte.
>>>> E se vc acostuma o coitado desde criancinha, impressionando-o a partir
>>>> do
>>>> berço sucessivamente com ritos, roupagens e cantorias, submetendo-o a
>>>> cronicos atos de diluição do ego e toda essa idolatria compulsória,
>>>> não
>>>> tem mais jeito, é mais um viciado que vai pagar os fornecedores até do
>>>> primeiro ao ultimo ato da vida, do batismo à extrema unção ou seja
>>>> qual
>>>> for o nome que se dá ao trolóló em torno de algo tão cotidiano e
>>>> prosaico
>>>> como a morte. Estamos cercados de vida da mesma forma que estamos
>>>> cercados
>>>> de morte. Claro que o assunto muda quando se trata de nós, mas porque
>>>> rodeá-lo de tanta impostura?
>>>>
>>>> O incrível é que mesmo os inventores de alternativas que repelem as
>>>> crenças divinas, acabam colocando no lugar coisas que funcionam de
>>>> maneira
>>>> semelhante e que repetem dogmas e mantras políticos, desta vez
>>>> chamados
>>>> "ideológicos", chegando a achar razóavel transformar seus idolatrados
>>>> dirigentes em múmias nada diferentes dos antigos faraós. Os insepultos
>>>> Mao
>>>> e Lenin que o digam.
>>>>
>>>> Ou então o desavisado e bárbaro desprotegido descaminha para a
>>>> idolatria
>>>> de grupos de rock, jogadores de futebol ou que pintar que possa servir
>>>> de
>>>> muleta ao desamparo da sua ignorancia e incerteza.
>>>>
>>>> Somos enganados pela consciência, já dizia Freud. Como consequencia
>>>> disso,
>>>> viramos vítimas da mitificação, da alienação e/ou da própria e simples
>>>> mentira, muito bem usada pelo comércio para fazer bons lucros. No seu
>>>> aniversário, vc recebe presentes de consternados amigos para compensar
>>>> a
>>>> depressão de ver o tempo e a sua vida passarem. No aniversário do
>>>> "salvador", todo mundo ganha presente, sei lá por que. Sem falar na
>>>> comilança obrigatória da junk food a mais colesterólica possível e as
>>>> clássicas baixarias etílicas de desafeições familiares, geralmente
>>>> protagonizadas por "estranhos", sejam cunhados ou "madrastras" ou
>>>> "enteados" ou algo assim.
>>>>
>>>> Preservadas, mesmo, nesse esforço de "fazer a mensagem funcionar" são
>>>> só
>>>> as figuras máximas, os patriarcas e as matriarcas, as causas
>>>> primordiais
>>>> de pelo menos a metade dos viventes ali reunidos. Os velhos são a
>>>> ancora
>>>> em torno da qual se inunda o mar familiar, chato e calmo ou agitado e
>>>> briguento ou rígido e formal, mas onde o banho da espécie e da tribo é
>>>> consagrado.
>>>>
>>>> Queiramos ou não, nós, os mais velhos, somos justamente uma das alças
>>>> desse balde genético, João. O dificil é que todos os participantes se
>>>> sentem no direito de lavar as mãos nele, e a gente fica indignado com
>>>> isso, naturalmente. Apoio plenamente seu gesto ranzinza. É hora de
>>>> nós, os
>>>> imaginativos, reinventarmos o Natal.
>>>>
>>>> Esse ano passamos um ótimo Natal, minha mulher e meu filho mais novo.
>>>> Só
>>>> nós três, em casa. Comemos um jantarzinho que teve de melhor a
>>>> sobremesa,
>>>> e minha mulher fez uns balancetes pessoais e familiares, enquanto a
>>>> gente
>>>> mantinha a boca cheia de sorvete. No fundo o tres-em-um tocava a
>>>> clarineta
>>>> de Sidnei Bechet. Depois vimos um filme e fomos dormir. Foi legal, nós
>>>> nos
>>>> sentimos bem família, cada um apoiando o outro na inevitável incerteza
>>>> da
>>>> vida.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> "João Canali" <canali54@xxxxxxx> escreveu na mensagem
>>>> news:1grta0wbvy4x0.194e3uu84asac.dlg@xxxxxxxxxxxxx
>>>>>O grupo de mais de 20 pessoas reunidas para a ceia natalina prepara-se
>>>>>para
>>>>> agradecer e dar graças a seu deus ou coisa do gênero... Um deles se
>>>>> afasta
>>>>> para outro compartimento para aguardar o fim da pequena cerimônia. Ao
>>>>> retornar, seu filho mais velho lhe fala:
>>>>>
>>>>> __ Pai, mesmo você não tendo participado, nós rezamos por você.
>>>>>
>>>>> Em tom de ironia o pai responde:
>>>>> __ Estou comovido.
>>>>>
>>>>> Em particular o filho continua a conversa.
>>>>> __ Pai, custa você respeitar? Tem gente aqui (referia-se aos parentes
>>>>> de
>>>>> sua esposa) que leva isso muito a sério.
>>>>>
>>>>> __ Respeitar eu não respeito, mas me conformo, tanto assim que me
>>>>> retirei
>>>>> mesmo estando em meu próprio lar. Aliás deveriam era respeitar o
>>>>> posicionamento do dono da casa, tratam essa coisa como se fosse uma
>>>>> verdade
>>>>> incontestável, aliás a culpada é sua mãe que acredita do preto velho
>>>>> ao
>>>>> anjo Gabriel.
>>>>>
>>>>> __ É só ficar quieto e nada demonstrar, afinal é rapidinho e não dói.
>>>>>
>>>>> __ Ótimo que minha atitude foi notada, tem que haver alguma
>>>>> resistência
>>>>> ao
>>>>> irracional, as pessoas tem que ter uma semente de dúvida, a
>>>>> unanimidade é
>>>>> algo muito perigoso.
>>>>>
>>>>> __ Que perigo pode haver em gente, em uma data consagrada a harmonia
>>>>> entre
>>>>> as pessoas, louvando à um deus que prega o amor entre as pessoas?
>>>>>
>>>>> __ Trata-se de um ato irracional, esse deus não existe. Por mais doce
>>>>> e
>>>>> dourada que seja essa pílula que engolem coletivamente, estão
>>>>> praticando
>>>>> uma irracionalidade. Tudo tem um preço, estão aceitando a existência
>>>>> do
>>>>> irracional, hoje é em nome dessa pieguisse, amanhã é achando que
>>>>> existe
>>>>> um
>>>>> espirito vivo em uma berruga de carne que nada sente e assim
>>>>> impedindo
>>>>> que
>>>>> milhões de vidas sejam salvas.
>>>>>
>>>>> __ Como você pode pedir que as pessoas deixem de ter uma consolação
>>>>> mesmo
>>>>> que seja ilusoria sem nada oferecer em troca? Por outro lado, sua
>>>>> preocupação com vidas que possam ser salvas não deixa de seguir a
>>>>> mesma
>>>>> linha de crença que eles pregam...
>>>>>
>>>>> __ Tudo que leva a morte é o mau, tudo que leva a vida é o bem. Só
>>>>> com
>>>>> muita racionalidade se pode destinguir os caminhos que levam a ambos,
>>>>> não
>>>>> será com palavras tolas dirigidas ao léu que a coisa ficará clara ou
>>>>> melhor. Mas, eu só posso oferecer em troca uma interrogação, até
>>>>> porque
>>>>> eu
>>>>> já tenho meu ponto final e algumas reticências. Resistência, um
>>>>> mínimo de
>>>>> resistência a todas as essas aberrações que nos cercam.
>>>>>
>>>>> __ Pai você está sendo mais fanatico do que eles.
>>>>>
>>>>> __ Ao estuprado se oferece o relaxamento e o gôzo... é sempre
>>>>> assim...
>>>>> Resistência neles.
>>>>>
>>>>> __
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